História

  • Brasil Open 2017
    A espera foi longa, mas o uruguaio Pablo Cuevas se consagrou como o primeiro tricampeão consecutivo da história do Brasil Open. Após uma interrupção no meio do segundo set devido ao mau tempo no domingo, o uruguaio virou a final contra o espanhol Albert Ramos-Viñolas no dia seguinte, no Esporte Clube Pinheiros, com parciais de 6/7(3) 6/4 6/4.

    Cuevas igualou o número de troféus de Nicolás Almagro na competição. O espanhol, no entanto, não venceu seus três troféus no Brasil Open de forma seguida (2008, 2011 e 2012) e ainda levou 250 pontos no ranking da ATP e US$ 42.775 de premiação.

    Nas duplas, após seis anos, o Brasil Open voltou a ter uma dupla 100% brasileira campeã. O mineiro André Sá e o paulista Rogério Dutra Silva derrotaram o gaúcho Marcelo Demoliner e o neozelandês Marcus Daniell com parciais de 7/6(5) 5/7 10-7 neste domingo.

    Enquanto Sá venceu o 11º título da carreira e segundo no Brasil Open, Rogerinho levantou um troféu de ATP pela primeira vez. Os dois dividiram uma premiação de US$ 24.680.
     
  • Brasil Open 2016
    Realizado pela primeira vez no Esporte Clube Pinheiros, na capital paulista, o Brasil Open 2016 viu o uruguaio Pablo Cuevas conquistar o bicampeonato do torneio. Na final, o então número 27 do mundo derrotou o espanhol Pablo Carreño Busta, com parciais de 7/6(4) 6/3, e levantou seu quinto troféu na carreira.

    Cuevas somou 250 pontos no ranking da ATP e embolsou US$ 77.600 de premiação. Já Carreño Busta, que disputou sua primeira decisão de simples, levou US$ 40.870 e 150 pontos.

    Nas duplas, o título ficou o chileno Julio Peralta e o argentino Horacio Zeballos. A parceria sul-americana triunfou diante dos espanhóis Pablo Carreño Busta e David Marrero na decisão, de virada, por 4/6 6/1 10-5 no match tiebreak.

    Peralta e Zeballos ganharam a premiação de US$ 23.600 e a dupla espanhola recebeu US$ 12.400. Este foi o primeiro troféu do chileno e o terceiro do argentino no circuito ATP.
     
  • Brasil Open 2015
    Em 15 anos de história, o título do Brasil Open 2015 foi conquistado pela primeira vez por um uruguaio. Pablo Cuevas fez a final contra a “zebra” italiano Luca Vanni, vindo do qualifier. O uruguaio e o público presente no Ginásio do Ibirapuera chegaram a ver Vanni sacar para o título no terceiro set, mas Cuevas conseguiu se recuperar para ficar com o troféu, com parciais de 6/4 3/6 7/6(4), em 2h02.

    A conquista do Brasil Open 2015 rendeu a Cuevas nove posições no ranking da ATP e algumas marcas históricas. Ele se tornou o melhor tenista de seu país na história do ranking, ocupando a posição mais alta entre os sul-americanos e chegou a 100 vitórias em torneios ATP na carreira.

    Os 250 pontos conquistados pelo título inédito alçaram Cuevas de 32º para 23º do mundo, batendo a marca de seu compatriota Diego Perez, que em 1984 figurou na 27a. colocação.

    O título de duplas ficou com os colombianos Juan Sebastian Cabal e Robert Farah. A parceria cabeça de chave 2 confirmou o favoritismo diante do italiano Paolo Lorenzi e o argentino Diego Schwartzman e venceu por 6/4 e 6/2.
     
  • Brasil Open 2014
    A edição de 2014 do Brasil Open marcou o primeiro título em torneios ATP do argentino Federico Delbonis, no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. Após estreia tranquila sobre o italiano Fillippo Volandri, o canhoto surpreendeu o espanhol Nícolas Almagro, cabeça de chave 2 e tricampeão do torneio, em três sets.

    Na semifinal, Delbonis teve pela frente o brasileiro Thomaz Bellucci. Em uma batalha de mais de duas horas e com as arquibancadas lotadas, o argentino vibrou muito com a classificação para a final, com parciais de 6/4 6/7(5) 6/4. Na decisão, derrotou outro italiano, o experiente Paolo Lorenzi, também em três sets, para receber o prêmio de US$ 85.900, 250 pontos no ranking ATP e levantar seu primeiro troféu na carreira.

    Nas duplas, o austríaco Phillip Oswald e o espanhol Guillermo Garcia-Lopez foram as surpresas da competição. Logo na primeira rodada, eliminaram os principais favoritos e atuais campeões, Bruno Soares e Alexander Peya. Na final, superaram os colombianos Juan Sebastian Cabal e Robert Farah, cabeças de chave 2, pelo placar de 5/7 6/4 15-13.

    O Brasil Open 2014 também teve a visita do presidente da ATP, Chris Kermode, que elogiou bastante a estrutura da competição mais tradicional do país: “Fiquei impressionado com a disposição que todos têm mostrado, muito proativos. Os jogadores estão incrivelmente felizes”, afirmou.
     
  • Brasil Open 2013
    Disputado no Ginásio do Ibirapuera pela segunda vez consecutiva, o Brasil Open 2013 contou com um verdadeiro show dentro das quadras. Após sete meses afastado do circuito, devido à uma lesão no joelho esquerdo, o espanhol Rafael Nadal retomou o caminho dos títulos, justamente onde começou a despontar para o cenário mundial (foi campeão do Brasil Open em 2005).

    Durante os nove dias de evento no Complexo Desportivo Constâncio Vaz Guimarães, mais de 50 mil pessoas acompanharam as disputas nas chaves de simples e duplas. Foram 68 jogos disputados no total, com destaque para os campeões Rafael Nadal e a dupla formada pelo brasileiro Bruno Soares e o austríaco Alexander Peya.

    Cabeça-de-chave 2, Peya e Soares alcançaram a semifinal sem grandes dificuldades, superando todos os adversários em sets diretos. Na decisão, a dupla do brasileiro contou com o apoio massivo da torcida, que lotou o ginásio, para virar mais um jogo no match tiebreak contra o tcheco Frantisek Cermak e o eslovaco Michal Mertinak, parciais de 6/7(5) 2/6 10-7.

    Com o título, Bruno Soares se sagrou tricampeão consecutivo do torneio, com o terceiro parceiro diferente; 2012 com Eric Butorac e 2011 com Marcelo Melo. A caminhada de títulos se manteve durante o ano e foi coroada com a classificação para o ATP Finals e a melhor posição no ranking em toda a carreira.

    Não muito diferente foi a caminhada de Rafael Nadal até o bicampeonato do torneio. Com fortes adversários na chave, o espanhol precisou de duas grandes viradas contra os argentinos Carlos Berlocq e Martin Alund. Na final, Nadal ainda encarou o maior desafio desde seu retorno às quadras: enfrentar o experiente David Nalbandian, que havia eliminado o tricampeão Nicolas Almagro na grande final. Resultado: 6/2 6/3 para El Toro Miúra, que confirmara, mais uma vez no Brasil, o seu (re)nascimento para o tênis.
     
  • Almagro assegurou sua hegemonia no Brasil Open
    Pela primeira vez em sua história, o Brasil Open foi disputado em São Paulo, no Ginásio do Ibirapuera. E, na estreia do torneio em terras paulistanas, o destaque foi o público presente. Durante os nove dias de disputa, mais de 45 mil pessoas prestigiaram os duelos no saibro brasileiro. Antes de São Paulo, a Costa do Sauípe recebia os tenistas.

    Em quadra, Nicolás Almagro assegurou sua hegemonia no Brasil Open. O espanhol venceu o italiano Filippo Volandri por 2 a 1, com parciais de 6/3 4/6 6/4, e se tornou o maior vencedor do torneio com três títulos. Almagro deixou para trás o bicampeão Gustavo Kuerten e marcou história no evento brasileiro.

    Nas semifinais, Almagro derrotou o também espanhol Albert Ramos por 6/4 7/6 (7/4). No outro lado da chave, a maior decepção para o público brasileiro: Thomaz Bellucci sentiu problemas físicos e não conseguiu chegar à sua segunda decisão de Brasil Open. O brasileiro chegou a quebrar um set do italiano Filippo Volandri (5/7 6/0 6/2), mas não conseguiu superar as dores.

    Por outro lado, Bruno Soares sagrou-se campeão nas duplas. Junto com o norte-americano Eric Butorac, o brasileiro derrotou o também brasileiro André Sá e o eslovaco Michal Mertinak por 3/6 6/4 10-8 e levantou o título do Brasil Open 2012.
  • O bi de Almagro
    Em uma semana inspirada, o espanhol Nicolas Almagro ratificou sua condição de principal favorito ao título e sagrou-se campeão do Brasil Open 2011. Com a quadra central lotada por 3,5 mil torcedores, Almagro venceu o ucraniano Alexandr Dolgopolov por 2 sets a 0, parciais de 6/3 7/6(3), em 1h28 de partida, repetindo sua campanha vitoriosa de 2008 no ATP brasileiro e se igualando ao bicampeão Gustavo Kuerten.

    Almagro, então 13º do mundo, festejou em Sauípe o oitavo título da carreira profissional, iniciada em 2003. Com a conquista de Almagro, a Espanha confirmou uma hegemonia que já dura quatro anos seguidos no torneio brasileiro. Além dele, seus compatriotas Juan Carlos Ferrero e Tommy Robredo foram campeões, respectivamente, em 2010 e 2009. O primeiro título espanhol na Costa do Sauípe foi obtido em 2005 com Rafael Nadal.
  • Ferrero, enfim campeão!
    No ano em que comemorou seu 10º aniversário, o Brasil Open mais uma vez corou um jogador espanhol. Depois de Rafael Nadal, em 2005, Nicolas Almagro, em 2008, e de Tommy Robredo, em 2009, no décimo ano do torneio, Juan Carlos Ferrero, cabeça de chave 1, derrotou na final, o polonês Lukasz Kubot, por 6/1 6/0, em 1 hora de jogo. Foi a segunda partida mais rápida do torneio – o recorde aconteceu na vitória de Igor Andreev (RUS) sobre Pablo Cuevas (URU), com 56 minutos.

    Ex-número 1 do mundo e campeão de Roland Garros, Ferrero, levantou seu primeiro troféu de campeão em Sauípe, depois de amargar o vice em 2007. Foi o 13º título da carreira do tenista nascido em Onteniente.

    Nas semifinais, Ferrero pôs fim a participação do único brasileiro vivo na competição, o paulista Ricardo Mello, que despediu-se do Brasil Open 2010, após perder por 6/4 6/2. Antes, nas quartas de final, o mesmo Mello surpreendeu e eliminou Thomaz Bellucci, por 6/3 7/6(3). O tenista número 1 do Brasil, que havia sido vice-campeão na edição anterior, admitiu cansaço pela sequência de jogos – viera da conquista de seu segundo ATP em Santiago -, mas valorizou os méritos do adversário na partida.

    Nas duplas, o uruguaio Pablo Cuevas e o espanhol Marcel Granollers conquistaram o título do Brasil Open 2010. A parceria, cabeça de chave 2, superou a dupla cabeça 1, formada pelo polonês Lukasz Kubot e o austríaco Oliver Marach, por 7/5 6/4.
  • Bellucci é o  Destaque
    O título da edição de 2009 ficou com o espanhol Tommy Robredo. Mas quem roubou a cena no Brasil Open 2009 foi o paulista Thomaz Bellucci, que na Costa do Sauípe ganhou a confiança da torcida e mostrou todo seu talento chegando à sua primeira final de ATP da carreira. Na decisão, o espanhol , segundo favorito ao título, marcou 6/3 3/6 6/4, após 2h12min de partida.

    O tenista de Barcelona começou com tudo e abriu confortável vantagem de 4/1, diante de um rival acuado com a responsabilidade. Bellucci teve uma oportunidade de devolver a quebra quando o oponente sacava para fechar o set, mas acabou errando um golpe relativamente fácil e deu moral ao adversário, que fechou em 6/3.

    Assim como havia acontecido nas rodadas anteriores, no segundo set Bellucci foi buscar forças na arquibancada, e impôs ao ex-número 5 do mundo seu primeiro set perdido até então. O paulista saiu de situações desconfortáveis, duas vezes com 0/30 e não se abateu. No oitavo game, ele quebrou o espanhol e na sequência sacou para empatar, com um lindo winner de forehand.

    Ambos seguiram o mesmo ritmo das duas primeiras parciais e a partida permaneceu sem um favorito ao título. Novamente Robredo colocou a experiência em quadra e derrubou o serviço do brasileiro no sexto game. Bellucci ainda teve a chance de equilibrar as ações no sétimo game, mas errou muito e viu o oponente abrir ampla vantagem. O paulista ainda devolveu a quebra e chegou a 4/5, mas na hora de empatar não manteve o alto nível e viu o rival fechar a partida.

    Mesmo com o vice-campeonato, Bellucci, então 84º do mundo, deu um grande salto no ranking de entradas da ATP e passou a figurar na 64ª posição, sua melhor colocação na carreira na época.

    Campeão em 2008, o espanhol Nicolas Almagro desembarcou na Bahia como principal favorito ao título, mas encerrou sua campanha nas quartas-de-final, sendo derrotado pelo português Frederico Gil, em dois tiebreaks, 7/6(5) 7/6(4).

    Robredo ainda faturou o título de duplas, ao lado do espanhol Marcel Granollers. Na final, os espanhóis eliminaram os argentinos Lucas Arnold Ker e Juan Monaco, por 6/4 7/5.
  • Almagro vence final espanhola
    Num duelo emocionante e de altíssimo nível técnico, Nicolas Almagro conquistou o Brasil Open 2008. O cabeça-de-chave 2 superou o favorito ao título Carlos Moyá, com parciais de 7/6 (7/4), 3/6 e 7/5, após 2h27. O então número 31 do mundo levantou na Bahia o terceiro troféu de ATP da carreira.

    Moyá pagou o preço pela irregularidade que marcou toda a sua campanha no Brasil Open. O 18º do ranking da ATP cedeu sets em todos os jogos do torneio, alternando grandes momentos com alguns "apagões". Já Almagro, extremamente focado durante toda a semana, mostrou um tênis sólido desde sua estréia.

    Como sempre, o torneio teve grandes surpresas. Logo na primeira rodada, caíram o cabeça 3 Igor Andreev, o 4 Potiro Starace, o 6 Agustin Calleri e o 7 Jose Acasuso. Isso abriu margem para outros tenistas brilharem, como o veteran Nicolas Lapetti e o jovem Fabio Fognini, , que foi até a semifinal.

    Outro ponto alto foi a despedida oficial de Gustavo Kuerten, que caiu diante do argentino Carlos Berlocq na chave de simples e foi ovacionado pelo público, o que levou a ele e o técnico Larri Passos às lágrimas. Marcos Daniel e Thomaz Bellucci também não passaram da estréia, mas a dupla mineira formada por Marcelo Melo e André Sá brilhou e levou o título, ao bater na final 
Na chave de duplas, os favoritos confirmaram: os tchecos Lukas Dlouhy e Pavel Vizner venceram na final os espanhóis Albert Montanes e Santiago Ventura, por emocionantes 4/6, 6/2 e 10-7.
  • Brasil Open 2007: o show de Cañas
    O argentino Guillermo Cañas chegou a Costa do Sauípe como convidado e saiu coroado. Com uma grande campanha e atuações memoráveis, conquistou o Brasil Open 2007 ao vencer na decisão o espanhol Juan Carlos Ferrero por 2 sets a 0, parciais de 7/6 (7/4) e 6/2, em 2h01min. Então número 107 do ranking, ele iniciava sua excepcional recuperação, que o levaria de volta ao top 20 ao final da temporada.As diferenças de clima e piso não incomodaram o argentino de 29 anos. No calor de Sauípe e na lentidão do saibro, ele chegou ao título sem perder sets. Na decisão, sofreu diante da experiência de Ferrero, mas foi mais firme nos pontos decisivos. "A partida foi muito equilibrada com os dois finalistas jogando um grande nível de tênis. Fui mais sólido nos pontos decisivos e me senti ganhador", comentou o campeão, que fez a primeira final de ATP desde outubro de 2004. Seu último título havia sido em Xangai, uma semana antes.

    Campeão de Roland Garros e número 1 do mundo em setembro de 2003, Ferrero, que completou 27 anos durante o evento, jogou sua primeira final desde outubro de 2005, quando perdeu o título de Viena. Dono de 11 troféus, Ferrero disputou na Bahia a 26ª decisão como profissional. "Estive muito forte comigo mesmo nesta semana. Eu me sinto em casa quando jogo aqui na Bahia. Tenho uma casa aqui perto (em Guarajuba) e meu carinho pelo torcedor brasileiro é especial", agradeceu o cabeça 1 e então 27º do ranking mundial.

    Entre os brasileiros, o destaque foi Flávio Saretta, que venceu Alessio di Mauro, Guga Kuerten e Nicolas Almagro, parando na semifinal diante de Ferrero, no que seria seu maior resultado de toda a temporada. Além dele, apenas o próprio Guga e Thiago Alves conseguiram uma vitória em simples.

    Na chave de duplas, os favoritos confirmaram: os tchecos Lukas Dlouhy e Pavel Vizner venceram na final os espanhóis Albert Montanes e Ruben Ramirez Hidalgo por 6/2 e 7/6.
  • Massú volta aos grandes títulos
    O chileno Nicolas Massú precisou esperar 18 meses para voltar a erguer um importante troféu. Ao bater o espanhol Alberto Martin por 2 sets a 0, parciais de 6/3 e 6/4, em 1h25, ele conquistou seu primeiro título desde a medalha de ouro conquistada em simples e duplas nos Jogos Olímpicos de Atenas. Com o vice, Martin repetiu a campanha realizada no torneio baiano em 2005.

    O chileno era o cabeça-de-chave 6 e 55º do ranking mundial. Seu sexto título na carreira lhe rendeu prêmio de US$ 52 mil. A conquista teve ainda um sabor especial: na semi, ele se vingou do argentino Juan Monaco, para quem tinha perdido logo na estréia em 2004.

    "Joguei muito bem. Foi uma das melhores partidas que fiz no torneio. Até o 4/1 do segundo set, estive quase perfeito. A partir daí, fiquei nervoso para fechar o jogo, mas recuperei a concentração", comentou ele, que revelou ter decidido na última hora vir ao Brasil. "Na verdade, eu não iria disputar o torneio. Estava cansado pelos jogos do circuito, pelas partidas da Copa Davis e não tinha um bom retrospecto aqui. Mas o torneio é muito bom e o problema era comigo mesmo", garantiu ele, que já foi número 9 do mundo e viveu uma temporada difícil em 2004, quando se afastou por cinco meses do circuito após cirurgia no tornozelo.

    Para os brasileiros, bons momentos na primeira rodada. Flávio Saretta fez uma exibição espetacular contra o espanhol Juan Carlos Ferrero e o convidado André Ghem surpreendeu todo mundo ao eliminar Gustavo Kuerten. Além deles, apenas Ricardo Mello cfhegou nas oitavas-de-final.
  • A ascensão de Rafael Nadal
    No segundo ano em que se mudou para fevereiro e trocou para o piso lento, o Brasil Open ficou ainda mais atraente. O chileno Fernando González e os argentinos Juan Ignacio Chela e Mariano Zabaleta estavam na lista dos favoritos, mas a expectativa era mesmo pelo desempenho dos espanhóis David Ferrer e Albert Costa, com destaque absoluto para a revelação Rafael Nadal. A sentida ausência foi de Gustavo Kuerten, que não se recuperou da segunda cirurgia e assim ficou impedido de lutar pelo tri.

    Com golpes espetaculares de sua mão canhota, mas principalmente pela rapidez de suas pernas e a garra demonstrada, Nadal justificou as apostas. Bateu tenistas de grande experiência, como Jose Acasuso, Agustin Calleri e Alex Calatrava, até chegar à inesquecível batalha das semifinais, quando encarou Ricardo Mello, então o principal tenista brasileiro.

    Atuando de forma sólida e apoiado pela torcida, Mello chegou a abrir 4/2 no terceiro set com saque a favor. Senti então o fantástico poder de reação de Nadal e acabou cedendo quatro games seguidos. O garoto espanhol completaria a semana com a vitória final sobre o compatriota Alberto Martín, deixando a certeza de que seria muito em breve o novo Rei do Saibro.

    Além de Mello, apenas André Sá conseguiu sucesso entre os brasileiros, chegando à segunda rodada. Júlio Silva e Flávio Saretta pararam logo na estréia.
  • O bi de Guga
    Com nova data e novo piso, o Brasil Open de 2004 viveu um dos momentos mais emocionantes de sua história, ao assistir o bicampeonato do ídolo Gustavo Kuerten, seu primeiro grande resultado após a problemática cirurgia.

    Integrado agora ao Circuito Sul-americano de quadras lentas, que foi criado pela ATP para dar impulso ao tênis continental, o Brasil Open recebeu nomes de primeira grandeza. Mas o favorito Carlos Moyá, outro campeão de Roland Garros, chegou muito cansado de Buenos Aires e parou logo na estréia diante do gaúcho-alemão Tomas Behrend. Isso facilitou a vida de Guga, que fez belos jogos contra Oscar Hernandez e Richard Gasquet, antes de encarar uma legião de argentinos, que incluiu Franco Squillari e Jose Acasuso.

    Do outro lado da chave, o cabeça 2 Nicolas Massú também parou na estréia diante do peruano Luis Horna, enquanto Flávio Saretta não suportou o ritmo do argentino Juan Chela na primeira rodada. O argentino Agustín Calleri, de golpes clássicos e jogo agressivo, foi a boa surpresa. Eliminou Chela e Horna, candidatando-se a encarar a torcida brasileira e a força de Kuerten.

    A final foi um capítulo à parte. Guga recuperou-se de forma heróica, apoiado por 5 mil torcedores, que não pararam de cantar e torcer debaixo de chuva. O jogo só foi encerrado no domingo, sob forte sol. Guga voltou a erguer o troféu para delírio do público.
  • Final top 10
    Com o nome consolidado no circuito, o Brasil Open de 2003 recebeu investimentos pesados da organização. Com uma infra-estrutura de dar inveja a grandes eventos, foi possível trazer grandes nomes como o alemão Rainer Schuettler, novamente o holandês Sjeng Schalken e o chileno Fernando González.

    Gustavo Kuerten vinha em melhor fase em relação ao ano anterior e também era apontado como favorito. No entanto, sua campanha acabou ainda na semifinal, com uma derrota justamente para Schuettler. Neste duelo, o brasileiro perdeu o primeiro set, empatou e chegou a ter saque para vencer antes de levar uma incrível virada.

    O alemão foi então para a final e decidiu com o cabeça 2 Schalken. O holandês, que havia derrotado seu adversário há uma semana, nas oitavas-de-final do US Open, saiu-se melhor novamente e sagrou-se campeão do torneio de forma incontestável.

    Assim como no ano anterior, Flávio Saretta foi a grande decepção do país. Confiante até mesmo no título, principalmente por causa da boa atuação no Grand Slam norte-americano, ele caiu ainda na segunda rodada diante de Ramon Delgado. O lado positivo veio com Ricardo Mello, que mais uma vez alcançou as quartas e só parou diante de Guga.
  • O histórico título de Guga
    O sucesso da primeira edição fez o Brasil Open ganhar prestígio em 2002 e receber tenistas ainda mais qualificados na chave principal. O grande nome foi o holandês Sjeng Schalken, que havia acabado de chegar à semifinal do US Open na semana anterior. Ao contrário de 2001, Gustavo Kuerten chegou à Bahia em baixa por ainda não ter reencontrado o bom jogo após a artroscopia no quadril.

    Mas disposto a não repetir o fiasco do ano anterior, o catarinense se dedicou ao máximo, jogou com garra e fez a alegria dos brasileiros na semana. Depois de passar por adversários de ranking ruim nas primeiras rodadas, Guga teve trabalho para derrotar o paraguaio Ramon Delgado na semifinal e se classificou para a decisão contra Guillermo Coria, outro que vinha em fase de ascensão após suspensão por doping.

    Em jogo de mais de três horas e sob um calor de quase 40 graus, ele fez um duelo de alto nível com o argentino, que terminou com vitória do brasileiro por 2 sets a 1, parciais de 6/7 (4/7), 7/5 e 7/6 (7/2). Guga precisou salvar match point para faturar seu 17° título da carreira, o primeiro ao lado da torcida.

    Ainda naquele domingo, Guga voltou para jogar a final de duplas ao lado de André Sá, mas acabou derrotado por Scott Humphries e Mark Merklein. As decepções do torneio foram as campanhas de Flávio Saretta, eliminado logo na estréia por Guillermo Coria, e de Fernando Meligeni, derrotado ainda na segunda rodada.
  • A volta dos  grandes torneios
    Demorou sete anos para o Brasil voltar a figurar no cenário mundial do tênis. Em 2001, na paradisíaca Costa do Sauípe, a Octagon Koch Tavares finalmente conseguiu espaço no calendário da ATP e realizou o primeiro Brasil Open, torneio que contou com a presença do então número 1 do mundo, Gustavo Kuerten, e de outros bons nomes do circuito profissional.

    A competição acabou sendo positiva para os representantes do país, com exceção de Guga. Cansado após excelentes campanhas no verão norte-americano, o catarinense decepcionou e caiu logo na primeira rodada diante do então promissor Flávio Saretta. Após a maior vitória de sua carreira, o jovem de Americana (SP) conseguiu seu primeiro grande resultado da carreira ao chegar às quartas-de-final do ATP.

    A melhor participação, no entanto, veio com Fernando Meligeni. Desacreditado, ele mostrou que ainda podia dar alegrias ao superar grandes desafios e alcançar a final da competição. Em jogo equilibrado, frustrou as expectativas da torcida e perdeu para o desconhecido tcheco Jan Vacek, tenista que não figurava entre os favoritos, mas que cresceu de forma impressionante mesmo no calor baiano.

    Outros destaques do evento foram as participações de Alexandre Simoni, Ricardo Mello e Daniel Melo. O primeiro alcançou a semifinal após grandes atuações. Já Mello caiu nas quartas. Por fim, o mineiro se destacou nas duplas ao conquistar o título ao lado do italiano Enzo Artoni.